CUTER DO MARANHÃO



Uma das embarcações mais bonitas e exóticas do Brasil é o cuter do Maranhão! Ele é mais encontrado no litoral oeste do Estado do Maranhão. Seu casco é simplesmente inconfundível  por apresentar suas extremidades "retas". De proa lançada, tanto a proa como a popa, são formados por espelhos (seções transversais e chatas) na frete e na ré em lugar de um afinamento como é mais usual na grande maioria das embarcações.

Vista superior de um autêntico cuter do Maranhão navegando a pleno pano. Como pode-se notar o que não lhe falta são cores vivas!

A quilha é bem robusta,de seção quadrangular, dá a embarcação uma ótima sustentação e navegabilidade. Em tempos passados, as quilhas eram feitas diretamente dos troncos de árvores que tivessem seus formatos parecidos com a estrutura da embarcação. Hoje em dia esse procedimento foi abandonado.

O casco apresenta sua maior boca (largura) próximo a meia-nau. De tosamento acentuado e casario baixo, apresenta uma bita na proa que dá suporte ao pau de giba. A sua pintura é baseada em várias cores bem contrastantes entre, conferem-lhe um aspecto muito bonito que não deixam passar desapercebidos.

Detalhe do espelho de proa. A decoração com faixas coloridas é uma das suas características marcantes destas embarcações.

O mastro está situado no primeiro terço avante e possui uma acentua­da inclinação para a ré. Atravessa o convés pela enora e vai fixar-se à carlinga que está presa à sobrequilha. O aparelho vélico utiliza vela latina quadrangular bastante repicada (inclinada).

Toda a beleza da vela bujarrona, tingida a base de corantes naturais.

 Segundo Kelvin Duarte, esta pode ser considerada uma das “marcas  registradas” dos modelos maranhenses. Devido ao repique exagerado, tem-se a impressão de que as velas são triangulares. Na proa há uma vela de estai (bujarrona) que arma no pau da giba. As velas são freqüentemente tratadas como uma tintura natural extraída da casca de pau do mangue, cor de ferrugem ou argila e outros corantes, que lhes conferem um forte colorido.

 

Cuter do Maranhão

A arrumação do convés é bastante simplificada. Na proa está o rancho, pequena escotilha que dá acesso ao compartimento onde é guardada a comida a ser consumida durante a viagem. Logo à frente da cabine, local onde encontram-se o motor e também as reduzidas acomodações para a tripulação, existe a caixa de gelo que serve para guardar o pescado. O acesso a este é feito por uma escotilha situada no convés.

Em nosso site existe o kit de montagem dessa embarcação!