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É um modelo de embarcação que pode ser encontrado ao longo do litoral do Estado do Maranhão. Assim como os cúteres, esse tipo de canoa costeira apresenta armação com duas velas, uma grande, a carangueja e outra menor armada na popa, a vela de estai.
Embora na linguagem náutica oficial, ambos os modelos possam ser reconhecidos como cúter, em virtude das características do seu aparelho vélico, no Maranhão tradicionalmente se diferencia a canoa costeira do bote, atribuindo somente à primeira a designação de cúter.
Na prática, a
principal diferenciação entre os dois modelos reside no formato de proas e
popas. A proa do bote é “de risco”, isto é, as tábuas do costado se unem
no talhamar formando um “V,’ em vista superior. Já a popa é denominada
‘rabo-de-pato’ devido ao seu formato arredondado e ausência de espelho. A
estrutura dos botes segue a mesma linha dos cúteres.
Sobre a quilha são assentadas cavernas de sete paus que
recebem a sobrequilha. A cabine pode variar de acordo com a função que o barco
exercerá. Pode ser alta, com compartimento de comando, onde um timão, ligado
por cabos ao leme, direciona a embarcação. Também pode se apresentar tal qual
à dos cúteres:
Cabine baixa, sem vigia, com leme manipulado diretamente
pela cana do leme. A bita pode eventualmente estar esculpida com forma de cabeça
humana e é comum aparecerem símbolos como “a lua e estrela”, muito usado
no talhamar ou no alto do mastro, na vara de combate.
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