BOTE PROA DE RISCO

É um modelo de embarcação que pode ser encontrado ao longo do litoral do Estado do Maranhão. Assim como os cúteres, esse tipo de canoa costeira apresenta armação com duas velas, uma grande, a carangueja e outra menor armada na popa, a vela de estai.

Bote proa-de-risco embarcação comumente utilizada como geladeira. Equipada com urna de gelo para o transporte de pescado ao longo do litoral.

 Embora na linguagem náutica oficial, ambos os modelos possam ser reconhecidos como cúter, em virtude das características do seu aparelho vélico, no Maranhão tradicionalmente se diferencia a canoa costeira do bote, atribuindo somente à primeira a designação de cúter.

Sua pintura é multicolorida com cores fortes e contrastantes entre!

Na prática, a principal diferenciação entre os dois modelos reside no formato de proas e popas. A proa do bote é “de risco”, isto é, as tábuas do costado se unem no talhamar formando um “V,’ em vista superior. Já a popa é denominada ‘rabo-de-pato’ devido ao seu formato arredondado e ausência de espelho. A estrutura dos botes segue a mesma linha dos cúteres.  

A embarcação é utilizada nas mais diversas funções sendo aparelhado individualmente no sentido a atender às exigências da sua função.

 

Sobre a quilha são assentadas cavernas de sete paus que recebem a sobrequilha. A cabine pode variar de acordo com a função que o barco exercerá. Pode ser alta, com compartimento de comando, onde um timão, ligado por cabos ao leme, direciona a embarcação. Também pode se apresentar tal qual à dos cúteres:  

Proa de risco: Popa lançada (popa rabo-de-pato), quilha robusta de seção quadrangular , maior boca próxima a meia nau, tosamento acentuado, casario baixo com presença de bita e pau de giba na proa, cadaste e leme na popa.

Cabine baixa, sem vigia, com leme manipulado diretamente pela cana do leme. A bita pode eventualmente estar esculpida com forma de cabeça humana e é comum aparecerem símbolos como “a lua e estrela”, muito usado no talhamar ou no alto do mastro, na vara de combate.