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Na batalha de Yalu (pintura) os chineses perderam cinco unidades, mas o conflito demonstrou que era difícil, mesmo para os canhões mais pesados, afundar os modernos navios de guerra para a frente (tiro de "caça" ou perseguição) e para trás (tiro de proteção da retirada), enquanto o armamento secundário era montado nos costados do navio.A maioria das unidades encomendadas pelo Japão e pela China obedecia a essa disposição, e nenhuma delas era um verdadeiro navio de guerra, exceto os navios chineses Chen Yuan e Ting Yaun, de 7.792 t (de construção alemã e ambos lançados à água em Stettin, no Báltico, em 1882). Seu armamento principal era constituído por quatro canhões Krupp de 305/20 mm em torres duplas, duas à proa (uma em cada borda) e duas à popa, com a mesma disposição. Visto que essas unidades tinham sido desenhadas para combater em conjunto, uma tinha os canhões de estibordo mais à popa, enquanto na outra, os de bombordo estavam dispostos mais à proa.
Tinha ordens para não se dirigir para leste do estuário do rio Yalu, o que deixava ao Japão o controle do mar da Coréia. Os japoneses aproveitaram-se da situação e enquanto a frota se preparava e manobrava no mar Amarelo, desembarcaram na Coréia. Os chineses reagiram enviando um corpo expedicionário de 5.000 homens para o rio Yalu. Assim que chegaram ao objetivo, foram escalados os transportes e as canhoneiras de apoio, enquanto o resto da frota ancorava a 12 milhas da boca do estuário. Na manhã de 17 de setembro, o horizonte ficou cheio de uma fumaça preta que vinha do sul: eram os navios japoneses que queimavam carvão betuminoso Takashima, extraído nas suas ilhas. Ting mandou levantar ferro e manobrar para formação de combate: um V com as unidades mais fortes no vértice, e as mais fracas nas extremidades. Sua frota era composta por dois encouraçados, cinco cruzadores, três canhoneiras, dois torpedeiros, além dos cruzadores e canhoneiras que tinham escoltado as forças de desembarque. Mas, os navios japoneses aproximavam-se em linha. À cabeça, uma flotilha rápida de quatro navios comandada pelo contra-almirante Tsuboi, o vencedor de Asan. Seguia-se a frota principal sob o comando do vice-almirante Ito, comandante-chefe, formada por seis navios, dos quais dois eram lentos e antigos. Além disso, os japoneses dispunham da canhoneira Akagi e do vapor armado Saikio Maru, que navegavam por bombordo da esquadra japonesa, perto dos últimos navios. Os navios-almirantes dos dois almirantes navegavam à cabeça das respectivas frotas. Quanto à potência de fogo e ao número de unidades, ambas as frotas podiam ser consideradas equivalentes, mas em termos táticos e de desempenho, tanto no que diz respeito a homens como a material, os japoneses eram muito superiores. Os japoneses executaram a manobra do "corte em T", cortando a linha chinesa, enquanto a flotilha rápida se dirigia para os navios de bombordo da linha. As 12h50 os chineses começaram a disparar, mas os projéteis caíam no mar por causa da distância, 5.000 a 5.500 jardas (4.600 a 5.500 m), ser superior ao seu alcance. Entretanto, quando a flotilha rápida passava em frente ao centro da esquadra chinesa, a linha japonesa guinou a bombordo, evitando a tentativa chinesa de cortá-la, e, reunida a 3.000 jardas (2.700 m), abriu fogo. Mas os chineses aproximavam-se perigosamente do Fuso e do Hiyei, dois antiquados navios que estavam na cauda da frota japonesa; o primeiro acabou sendo gravemente danificado, enquanto o segundo quase foi esporado, e não teve alternativa senão atravessar a linha chinesa; mas a ação evasiva do Hiyei expôs o vapor armado Saikio Maru, que, por muita sorte, conseguiu continuar sem danos, e a canhoneira Akagi, que recebeu vários disparos.
Uma vez rompida a formação chinesa, a flotilha rápida caiu para estibordo, avançando pela alheta de bombordo dos chineses, atacando as canhoneiras Yang Wei e Tchao Yung, que conseguiu incendiar. A seguir, fizeram uma manobra larga por bombordo, invertendo completamente o rumo. Voltaram a passar diante dos navios chineses, atirando no Ping Yuan que se aproximava vindo mais detrás. Mas a esquadra japonesa havia seguido a flotilha rápida até o flanco de estibordo da esquadra chinesa, e avançava por trás dos chineses; em outras palavras: um movimento de tenaz (as duas frotas japonesas avançavam para sul, navegando paralelamente, com os chineses no meio). Durante esse movimento, quando estavam sendo cercados, os chineses concentraram-se inexplicavelmente em volta do pequeno Akagi, é só desistiram quando os canhões de 254 mm do Takachiho e do Naniwa afundaram o King Yuan, e o Chih Yuan. No meio da tarde, os japoneses tinham afundado dois cruzadores (King Yuan e o Chih Yuan), provocando incêndios em seis unidades, incluindo o navio-almirante Ting Yuan, e obrigando muitas outras a se retirarem da zona de combate. Como se isso não bastasse, o Tsi Yuan e o Kuang Chi haviam saído de combate sem oferecer forte resistência. O primeiro, depois de esporar e afundar outro navio chinês, o Tchao Yung, chegou a Port Arthur e seu comandante foi decapitado sumariamente. Quanto ao Kuang Chi, dirigiu-se para Wei-Hai-Wei, mas encalhou perto de Talien e, ao fim de cinco dias, (em 23) foi interceptado pelo Naniwa e o Akitsushima, que o afundaram. Durante a batalha, os dois encouraçados chineses, o Ting Yuan e o Chen Yuan, foram atingidos por centenas de projéteis.
Tal como o "duelo" entre o Monitor e o Merrinwack em Hampton Roads mais de trinta anos antes, a batalha de Yalu ficou famosa por ter sido entre navios semelhantes, sem que eles tivessem um papel decisivo no resultado final da batalha.
Em 8 de novembro, os japoneses ocuparam Port Arthur, aniquilando toda a guarnição, e em 2 de fevereiro de 1895 derrotaram a armada chinesa em Wei-Hai-Wei afundando o Ting Yuan. Em 16 de fevereiro de 1895 os chineses renderam-se. O resultado disso é que foram capturados 14 navios entre eles o encouraçado Chen Yuan e o aviso Ping Yuan. Com o sucesso alcançado no mar, o Japão tomou consciência da importância de uma armada eficaz e com tripulações bem preparadas. |
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