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Desenvolver um kit x copiar |
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Olá!
Uma coisa é copiar um kit existente e reproduzi-lo em sua
íntegra!
Outra totalmente diferente é fazer um kit mesmo que tenha como base um kit
já existente!
No momento estou fazendo um kit artesanal de um simpático barco de pesca o Mare
Nostrum!
A inspiração veio do kit da Artesania Latina!
Para fazer justiça, a idéia de fazer esse kit não foi minha!
Quem a teve foi um cidadão de um desprendimento ímpar, o meu caro amigo Zanetti!
A este modelista, dos bons por sinal, é que se deve todo o mérito da idéia
de fazer esse kit artesanal!
A ele os meus mais profundos agradecimentos! Valeu amigão!
Modificações se fazem necessárias!
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A popa do modelo lá de fora é feita com o auxílio de
uma seção maciça em uma espécie de resina talvez, embora
lembre muito mdf. A meu ver, desmerece muito o modelo!
Primeiro porque adiciona um peso desnecessário, por outro lado,
ficou bem esquisito, foge totalmente da maneira "clássica" de se fazer um modelo
por anteparas! |
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A peça seria encaixada na extremidade da falsa
quilha.
Fazer esse tipo de peça em um modelo artesanal é inviável!
Quando se está tentando fazer um modelo, quer seja por
intermédio de um plano ou a partir de um kit já existente, modificações
fatalmente serão feitas!
Tantas que o kit se transforma na prática em um outro kit!
Do meu ponto de vista, simplesmente copiar um kit, acho
antiético! Agora! Utilizar como uma plataforma para gerar um outro não creio que
seja errado! Mas, isso vai muito da cabeça de cada um!
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Vista da peça por trás. |
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Para descartar a peça, foi preciso aumentar a
falsa quilha, dando-lhe na extremidade a forma do contorno da
peça.
No sentido dos lados, Foram criadas mais três anteparas. O kit que
contava com dez anteparas, nesse passará a ter treze anteparas e,
por consequência, mais três rasgos foram adicionados à nova falsa quilha.
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As distâncias entre as novas anteparas tiveram de
ser cuidadosamente calculadas num processo de sucessivas
tentativas até chegar ao ideal.
O trabalho exige muita atenção! Não se pode colocar as anteparas
com distâncias na base do "eu acho" porque as ripas de cobertura
do casco não cairão de maneira correta. Muito possivelmente não se
apoiarão sobre todas.
É nesse momento que entra a "santa mão do artesão'!
Ao cometer um equivoco desse tipo, mais adiante se terá a
contrariedade de ter de ficar colocando calços para que a ripa de
cobertura fique devidamente apoiada sobre cada uma delas.
Pude ver isso no kit do Galeão São João da Altaya!
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São inúmeros os problemas que surgem quando se está
desenvolvendo um kit!
Ao fazer o modelo do Andromede, por exemplo! O processo corria de
forma até tranquila
até chegar nos adornos da popa!
Fazer o adorno para mim não foi tão complicado assim! O complicado foi
fazer cópias dele! Em metal ficaria muito pesado, mandar cortar a laser
não seria viável porque as figuras em alto relevo não são planas .
Como as espessuras variam o laser não funciona!
O jeito foi parar, dar um tempo, até achar e
uma solução!
Hoje a solução já foi encontrada e muito em breve voltarei ao Andromede!
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O
modelo do galeão San Francisco é outro exemplo!
O projeto para meu kit
tve várias modificações! Uma que me vem logo a mente é no
castelo de proa!
No modelo lá do pessoal de fora, há um
prolongamento do piso do castelo de proa no sentido do deck
principal que não faz o menor sentido!
O modelo esta na escala de 1/100 aproximadamente.
A projeção tem por volta 2 cm no modelo. No tamanho real, seria uma
plataforma de 2 metros.
Isso de madeira, sem ter nenhum ponto de apoio
nas extremidades, acho pouco provável! Sendo de madeira, no mínimo
oscilaria muito! Seguindo esse raciocínio fiz a sacada apoiando-se
sobre o painel do castelo de proa. No caso, tive de adiantá-lo no sentido do
deck.
Se tivesse apenas copiado e reproduzido o equívoco viria
junto!
Fazer o modelo faz toda a diferença do mundo!
Vez por outra me chegam comentários sobre modelos por aí a fora em
que certas peças simplesmente não dão certo! Ao fazer, o artesão
confirma se cada peça realmente está correta e se tem falha corrige!
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O prolongamento do castelo de proa do modelo do
Galeão San Francisco dessa forma me parece mais lógico! Mas vejam!
Isso é uma questão de raciocínio e interpretação! Tanto que o
modelo lá de fora apresenta ao longo do tempo variações.
Na Internet existem várias imagens do kit! E o interessante é que
dependendo da época em que a imagem foi gerada, o modelo apresenta
diferenças!
Basta comparar dois catálogos da empresa em épocas diferentes! |
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Muitas vezes existem conflitos no que se refere a escala!
Em certos momentos é impossível fazer uma peço resumida do mesmo tipo de
material que compõe o original!
Objetos de madeira são os mais comuns!
Não há jeito! A escala determina o material a ser utilizado!
Alguns na sua santa e burra teimosia, preferem fazer um objeto fora da
escala por achar que o correto é fazer do mesmo material do original!
Isso pode-se ver muitas vezes em enxadrezados, janelas, portas, a lista
é longa!
Quem está desenvolvendo um kit, tem que ser fiel a escala! Se for
necessário fazer uma determinada peça em plástico ou metal ao invés de
madeira, é aceitável sim! Muito pior é fazer de madeira agredindo a
escala produzindo uma peça super-dimensionada fora da escala!
Pensem nisso!
Até breve!
Eduardo Dias Nunes
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