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O patile, barco fluvial de carga, com vela no único mastro, tem a prerrogativa de ser, provavelmente, a única embarcação do Ganges com madeiramento de tábuas sobrepostas. O ocidental fica impressionado com a cabina de teto de palha que se estende ao longo de quase toda a coberta e sobre a qual corre um passadiço de bambu, de cuja extremidade posterior se governa o patile com a longa haste de um potente timão compensado. Sua robusta pá fica na extremidade da haste, fornecendo ao timão força suficiente para a pesada carga. O palha (ou pulwa) e o mala pansitêm a proa e a popa curvadas para cima à maneira egípcia, e o timão no flanco esquerdo. O madeiramento é liso. No mala pansi o pé do mastro é uma carlinga saliente para poder baixá-lo na direção da popa, quando o vento cessa ou é contrário e se recorre aos remos. Ambas as embarcações com as sálitas cabinas de cobertura de palha servem para transportar gêneros através do Ganges para levá-los aos mercados.
O pesqueiro do Estreito de Palk, entre a Índia e o Ceilão, é uma barca fora do comum mas ótima, construída com madeiramento liso. Nela encontramos em vez de um outrigger, uma tábua de sólida madeira de palmeira, que é fixada transversalmente e na qual, de um lado e outro, estão amarradas as sartas do mastro. Com vento forte esta tábua é retirada a barlavento e reforçada com a sarta de sotavento passada a barlavento, que faz também de “passerino”. As velas são “al terzo”. Os mastros são de um a três. Estas embarcações conseguem passar no labirinto de canais estreitos e pouco profundos entre os bancos de lodo perto da costa porque, não tendo quilha, imergem pouquíssimo. Graças a esta escassa imersão e à grande superfície das velas, elas são consideradas as mais velozes entre as embarcações tradicionais indianas. Têm uma estreita deriva lateral para compensar a falta de quilha e dois diminutos remos de governo que são “manejados”... com os pés pelo timoneiro, sentado sobre uma pequena ponte (ou um simples eixo) na popa.
Entre todos os catamaranos (do indiano kattumaran, “troncos ligados”), o kola maran, ou “catamarano peixe-voador”, na costa do Coromandel, é o mais curioso. Os seus sete troncos desbastados unidos e adelgaçados numa extremidade, terminam em cinco “rodas de proa” curvadas para cima, graças às quais o barco ‘ desliza veloz sobre a água seguindo os peixes-voadores. A falta de quilha é compensada pelas derivas. Durante a breve estação de pesca, a tripulação tem de ficar a bordo, sem desembarcar, por muitos dias seguidos.
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