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Batéis da Irlanda e do Ártico
O curragh irlandês é um batei
primitivo. Construía-se com peles de boi estendidas sobre uma armação de
ramos flexíveis. Como o junco chinês, sofreu poucas mudanças através dos
séculos, a não ser a substituição do couro pela teia alcatroada.
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Encontrou-se um modelo de ouro do curragh, datando de duzentos anos a.C., cujo original tinha
provavelmente um comprimento de 12 m, com uma vela quadrada de couro, um tronco
servindo de mastro, e um grosso remo de governo no flanco esquerdo. A âncora (killik)
era constituída por uma pesada pedra oblonga, à qual
estavam presas
duas pés de madeira.Leve, apropriado para o mar, o curragh
foi utilizado
muitas vezes pelos invasores da Inglaterra, o principal
dos quais foi o rei Niall dos Nove Reféns, que reinou na Irlanda de 379 a 405 e invadiu o Pais de Gales, conseguindo estabelecer aí
colônias irlandesas. |
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Com um batei do gênero, em 519,
São Brandano partiu da Irlanda para a sua famosa viagem de cinco anos,
atingindo, segundo a lenda, a Islândia e até a América Setentrional.
Os esquimós utilizaram o seu
umiak para a caça da baleia; mas com o progressivo abandono desta atividade, o
umiak tornou-se um barco de uso variado, e em especial para transportar
ocasionalmente famílias e pertences para novas moradas.
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A estrutura, muito semelhante à
de uma barca normal de madeiramento liso (mas feita de madeira jogada à praia,
ligada com correias), era coberta por quinze ou vinte peles de foca, cosidas por
partes pelas mulheres esquimós, depois estendidas e amarradas com laços de
couro aos vigotes internos, sob a borda superior dos flancos. O umiak tinha
cerca de 9 m de comprimento por 1,5 m a 1,8 m de largura. A vela era de pele de
rena (nos últimos anos tem sido usada tela de algodão azul ou branca). O barco
era provido de vários pares de remos, de um longo remo de governo, de um
achicador (para retirar a água) e guarnecido de dentes de cavalo-marinho
esculpidos. |
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