Vernizes

 

Um problema que surge quanto à conservação da madeira é o aparecimento do cupim, Os vernizes atuais costumam ser bons protetores, ainda assim há quem prefira o tom natural da madeira e não a enverniza. Neste caso pode-se utilizar um simples procedimento depois de terminado o trabalho. Trata-se de diluir em água todo o sal que esta possa assimilar e esfregar a madeira com esta solução.

 

As diferentes amostras de vernizes indicam a possibilidade de um tingido das diferentes peças de um barco. Além do verniz transparente, existem pelo menos cinco tons de madeira com a possibilidade de diversas combinações.

 

Para tingir a madeira pode-se utilizar os pigmentos para água ou álcool que se encontram no mercado ou os vernizes e patinas já preparados. Caso queira envernizar a madeira mas conservando sua tonalidade natural, utilize vernizes transparentes mates ou sedosos. Ao utilizar um verniz brilhante é aconselhável que a última camada seja mate ou sedosa para matar o brilho excessivo.Os pigmentos costumam ser em pó e de cores diferentes.
Podendo ser diluídos em solvente e misturado ao verniz.O tapa-poros também é um bom verniz que, aplicado em capas e polindo cada uma delas com um esfregão de alumínio e lixa de água das mais finas, dará um acabamento espetacular.

 

Finalmente, as patinas como o betume da Judéia e as tintas diluídas aplicadas com bom gosto nos darão diversos graus de envelhecimento que farão ganhar nossos modelos em acabamento e qualidade.Antes de aplicar os vernizes, a madeira deverá estar perfeitamente lixada e limpa de restos de cola ou pintura. Cada camada que se aplique, se passará depois de seca, um esfregão de alumínio ou lixa d'água o mais fina que possa conseguir.
Os vernizes transparentes escurecem a madeira.

 

PINTURA SOBRE MADEIRA

A primeira indicação a ter em consideração é que para pintar a madeira esta há de estar completamente trabalhada. Ademais deve-se dar uma imprimação de verniz ou tapa-poros antes de começar a pintar.

O tapa-poros é um verniz protetor da madeira de secagem bastante rápida.

Aplica-se como os demais vernizes e não escurece tanto.

 

PINTURAS TRANSPARENTES A BASE DE VERNIZES.

Por meio dos vernizes pode-se conseguir diferentes tonalidades de grande efeito sobre a madeira. O primeiro a ter em consideração é o dissolvente apropriado para cada verniz e um estudo detalhado dos lugares onde se aplicará, traçando-se um esquema de tonalidades. O verniz nunca deve tapar a madeira até o ponto de que ela perca sua naturalidade, pois nesse caso diminuiria a qualidade. Também não devemos utilizar o mesmo verniz em toda a peça, sobretudo se está composta de madeiras de diferentes tons. Há que respeitar sempre a tonalidade básica da madeira, O único que poderemos fazer é escurecê-la ou clareá-la, nunca mudar sua cor. Em resumo, ta que escapar da uniformidade de um tom só e, por outra parte, evitar o colorido excessivo.
 

Os pincéis ou aerógrafos devem ser com solvente que corresponda ao verniz ou tinta aplicada.

No caso dos pincéis devem ser lavados ainda com água e sabão.

 

Por exemplo, se queremos escurecer a obra viva do casco de um navio e a tonalidade da madeira é mogno, utilizaremos verniz desta cor e se queremos que tenda ao preto, o misturaremos com verniz da cor nogal. Daremos uma primeira capa diluída para ver o efeito e a partir daqui segundo o esquema traçado de antemão iremos aplicando o verniz por zonas horizontais, deixando algumas tábuas mais claras que outras, mas avermelhadas que outras, e, assim, em camadas sucessivas chegaremos a encontrar o tom definitivo. Depois é aconselhável matar o brilho excessivo destes vernizes dando uma última camada de verniz transparente sedoso
 

Uma pátina de grandes possibilidades é o betume da Judéia, que pode ser diluído em água raz e pode ser aplicado com pincel ou pano.

 

Se temos uma madeira clara e não desejamos escurecê-la excessivamente, mas sim envelhecê-la, aplicaremos primeiro uma capa de tapa-poros, bem come um verniz qualquer ou com tapa-poros industrial. Ao secar daremos uma patina escura, a base de betume da Judéia, verniz escuro ou alguma patina das que se vendem já preparadas, a aplicaremos uniformemente em toda a superfície e antes que seque a retiraremos com um pano. Segundo o tempo de se cacto, ao retirar a pátina obteremos um maior ou menor grau de envelhecimento. Como sempre, mataremos os brilhos.

Os pigmentos coloridos em pó são vendidos em caixas ou a granel. Podem ser facilmente encontrados em casas dor ramo de tintas.
As aquarelas e as têmperas são muito úteis para tingir madeira.
Para clarear as tonalidades das madeiras misturaremos um verniz transparente, cor siena, procurando um dissolvente compatível com o do verniz, aguarrás, nitrocelulósico, água, etc.  Para conseguir uma tonalidade de ébano nunca se deve aplicar tinta preta, mas sim se deve procurar mediante uma mistura de verniz caoba e nogal que, aplicado em sucessivas camadas, dará um tom preto muito parecido ao ébano

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As misturas de vernizes de diferentes tons aumentam as possibilidades de colorido.

 

TINGIR MADEIRAS COM PIGMENTOS DE ÁGUA.

Para esse procedimento há que se ter cuidado de que na superfície da madeira não fique um só rastro de cola, nem verniz, pois ao aplicar o pigmento a zona afetada não admitiria a nova tinta, com o qual daria um aspecto de sujo. Naturalmente não se envernizará até que esteja totalmente tingida a madeira. É conveniente fazer provas prévias sobre outras madeiras para encontrar o efeito que se busca. Podem aplicar-se pigmentos em pó ou anilinas dos que se encontram no comércio, também se pode utilizar aquarela, têmperas e guaches. As cores mais interessantes são o verde, vermelho, sienas e terras. Nunca utilizar o preto: este se consegue a base de azul, vermelho e ocre.

As tintas mais utilizadas para conseguir tons de madeira são o vermelho e o verde. Ao misturar-se darão um marrom cuja tonalidade poderá variar em toda sua gama. Os ocres claros e os amarelos servem para clarear tonalidades. Misturando o verde com o vermelho se consegue diferentes tons de marrom, o amarelo e os sienas claros se utilizam para clarear. Pintar-se-á a madeira peça por peça, tábua por tábua e inclusive tendo em consideração que numa superfície grande, ainda que seja de uma peça só, mudam as tonalidades. Se a tinta que se aplica é muito concentrada se retirará com um esfregão de alumínio ou esfregando com um papel poroso até que apareça a cor original. Como sempre há que se evitar a uniformidade

 

Para conseguir efeitos especiais pode-se misturar pigmentos já preparados com vernizes transparentes.Pode-se utilizar como pátina.Em qualquer uma das modalidades de tinta que escolhamos há que tornar a retocar os detalhes com pincel, fixando-se especialmente nos branco que fiquem para tapar. A tinta serve, ademais, para dissimular pequenos defeitos de construção, como empastamento evidentes demais, que pode-se fazer desaparecer com tinta da mesma tonalidade da madeira. O envernizador, como no caso anterior, deve fazer com que a madeira fique bem suave. Não se trata de construir um móvel, mas sim de dar à peça um aspecto vivo e colorido que a farão ficar agradável e real.


IMITAÇÃO DAS FIBRAS DA MADEIRA

Há peças que pelo tipo de madeira com que foram construídas no original apresentam grande quantidade de fibras e nós. As madeiras utilizadas mas maquetes costumam apresentar poucas ou nenhuma. Para dar esse aspecto veteado podemos utilizar o seguinte procedimento: se a madeira é clara, e também o é no original, podemos deixar como fundo sua tonalidade.
 

Em superfícies grandes, como as peanhas, pode-se aplicar diretamente sem misturar e depois esfregar com um pano úmido para conseguir o tom desejado.

 

Enverniza-se com verniz transparente e estando seco daremos uma capa de betume da Judéia ou qualquer outra pátina ou verniz escuro. Com um pincel de pêlos duros, e quando a patina esta ainda mole, recorreremos a superfície no sentido que quisermos que leve a fibra; com leves ondulações aqui e acolá conseguiremos o aspecto natural da fibra desejada. Finalmente, com um pincel fino reproduziremos alguns nós da madeira.
 

Para eliminar pigmentações excessivas para que a fibra da madeira seja ressaltada, esfrega-se esfregão de alumínio. Os últimos retoques serão feitos mediante pincel até igualar as zonas, ressaltando a peça fazendo sombras e luzes.

 

Um dos procedimentos para imitar a fibra da madeira, é a aplicação de betume da Judéia sobre uma superfície clara.

 

MADEIRAS ENVELHECIDAS PELA INTEMPÉRIE

Quando queremos imitar madeiras que  suportaram as inclemências do tempo, o sal, o sol e a água podemos utilizar um método muito simples: cobrimos a superfície da madeira, sem envernizar, é claro, com talco, esfregamos com um papel ou um pano molhado e depois com um esfregão de alumínio, conseguiremos deste modo o típico aspecto esbranquiçado-cinzento da madeira velha e estragada.
 

Antes que a pátina seque, passa-se com firmeza na superfície um pincel seco, de modo que elimine parte dela.