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O NAUFRÁGIO DE ANTIKYTHERA |
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Em Outubro de 1900, o capitão Dimirrios
Kondos e a sua equipa de mergulhadores trabalhavam ao largo da costa
olha de esponjas estavam a trabalhar ao largo da costa ao norte de
Antykithera, uma pequena ilha grega entre Creta e a Grécia
Continental, à entrada do mar Egeu. |
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Esta ilha, devido à sua localização no
centro de uma rota de navegação muito utilizada no Mediterrâneo e à
sua linha de costa inóspita com rochedos que se precipitam
perpendicularmente no mar, tem sido ao longo de milhares de anos um
obstáculo natural para a navegação e, conseqüentemente, túmulo para
muitos barcos.O capitão Kondos e a sua equipa, porém, não andavam à
procura de navios naufragados, mas sim de esponjas.Antigamente, a
coleta de esponjas no Mediterrâneo era realizada por mergulhadores que
o faziam completamente nus.
Somente por volta de 1870 ´e que começaram a usar elmos de bronze e
vestimenta feitas de lona, o que lhes permitia mergulhar a 60 metros
(200 pés), durante mais de cinco minutos. E era esta espécie de
equipamento que era usada pelo capitão Kondos.
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Esta
cabeça de filósofo foi encontrada em 1901 |
A tarefa continuava a ser perigosa,
talvez mesmo mais devido a um aumento de risco de narcose por aspiração de
dióxido de carbono e o perigo resultante de uma demasiado repentina
descompressão do nitrogênio na corrente sanguínea quando o mergulhador
chega à superfície.
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Quando um dos mergulhadores de Kondos,
Elias Stadiatos, sinalizou para voltar à superfície antes dos
seus cinco minutos terminarem, pensou-se que algo de anormal se
estava acontecendo! E esta idéia foi reforçada quando muito excitado
relatou ter visto no fundo do mar montões de cadáveres nus e
putrefatos, assim como cavalos. Só após Kondos ter mergulhado e ter
voltado com um braço de uma estátua de bronze, é que se tornou óbvio
que se tinha encontrado um barco naufragado.
Em colaboração com o Ministério da
Educação da Grécia e o apoio da marinha grega, Kondos e a sua equipa
foram encarregues da resgate dos salvados do naufrágio. Em finais de
1901, uma extraordinária pescaria de objetos tinha sido recolhida
numa operação que foi um triunfo do início da arqueologia submarina.
Dos achados faziam parte estátuas como uma cabeça de filósofo e um
jovem (figura ao lado), um lançador de disco. Hércules, um touro de
mármore e uma lira de bronze.
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NAVIO MERCADOR ROMANO
O navio de Antikythera parece ter sido muito semelhante a este modelo
tanto no desenho como na construção, excetuando o seu casco que era
revestido a chumbo abaixo da linha de água, para o preservar dos
efeitos corrosivos da água salgada. Chamamos a sua atenção para a
cabeça de cisne cravada no posto da popa e que era um elemento
decorativo usual nos barcos romanos. Como leme dispunha de um
remo de cada lado do barco, sendo ambos manobrados por um único homem
a partir do convés. |
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IDENTIFICAÇÃO DE UM NAVIO NAUFRAGADO
A idade do navio naufragado foi uma
fonte de controvérsia durante anos. As estátuas de bronze datam de
quatro séculos a. C., mas as estátuas de mármore pareciam ser, na
sua maior parte, cópias do séc. l a. C. de originais mais antigos.
As ânforas eram de várias origens, como Rodes, Quios e do Sul de
Itália; os pratos de cerâmica eram, provavelmente, provenientes da
Ásia Menor e os vidros de Alexandria. Análises pormenorizadas de
cada um dos mais modestos objetos domésticos,levam a crer que o
naufrágio se deve ter dado entre 70-80 a. C. e na rota comercial que
ligava o Egeu a Roma. Várias evidências indicam que o navio devia
ser romano. Foi sugerido que poderia tratar-se do carregamento de
parte da pilhagem feita pelo general Sulla em Atenas em 86 a.C.
Sulla era conhecido por embarcar com destino a Roma, uma vasta
quantidade de antiguidades saqueadas. Após a sua vitória contra
Atenas, Sulla foi para a Ásia Menor, de onde é provável que tenha
chamado este navio. Além disso, existe uma referência fascinante, se
bem que inconclusiva, do escritor grego Luciano acerca de um barco
de Sulla carregado com a pilhagem que se teria afundado ao largo de
Malea, que fica perto de Antikythera. Os trabalhos de escavação
ainda continuam porque várias partes como o cepo da âncora em chumbo
e várias peças pequenas em bronze que se esperava serem encontradas
por perto, até agora ainda não foram localizadas!
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