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NAU FLOR DO MAR |
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O Flor do mar pelo que parece era um autêntico galeão português dos anos
de 1511!
Vamos aqui tentar mostrar sua triste trajetória!
Nau capitania portuguesa de uma pequena frota, fez história em virtude
das riquezas que trazia em seu bojo!
A ilha de Malaca foi de fundamental
importância para o comércio português no período em que tornara-se uma
potência naval no transcorrer do século XVI.
Afonso de Albuquerque, governador português
de Goa na índia, partiu dali em 1511 para submeter a ilha de Malaca na
Malásia, visando a expansão da influência lusitana no oriente!
Após acirrada luta conseguiu submeter a
cidade de Malaca, procedendo, como sempre fazem os conquistadores, ao
saque das riquezas dos vencidos!
Breno o Gaulês ao exigir de Roma o pagamento
para que levantasse o cerco.
A frase nunca esteve tão atual mesmo séculos
depois!
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Malaca ficou sob o domínio português por
aproximadamente 130 anos, vindo a perder seu domínio frente a expansão
de uma nova potência marítima, a Holanda!
Depois de ter conseguido um fantástico
botim, Afonso de Albuquerque resolve retornar a índia levando parte
desse tesouro. É aí que começa a triste saga do Flor do Mar.
Parte do saque foi distribuído entre quatro
navios entre eles o Flor do Mar.
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Réplica do Flor do Mar
existente na Indonésia |
Especula-se que nele fora embarcado
palaquins chapeados a ouro, uma mesa com os pés de ouro, o trono da
rainha com incrustações em pedras preciosas avaliado em 300.000,00
Cruzados. Fala-se também em quatro esculturas de leões, possivelmente
presente do imperador da China ao rei de Malaca, ou mesmo terem sido
retirados de túmulos de antigos reis de Malaca. Feitos em ouro com
pedras preciosas nos olhos, língua dentes e garras, objetos no mínimo
impressionantes!
Um fato que causa espécie, é que no meio
desse tesouro, encontrava-se um bracelete feito em ouro e ossos de um
animal das montanhas do Sião, hoje conhecido como Tailândia que tinha
dotes mágicos!
Aquele que o tivesse utilizando não sofreria
nenhuma perda de sangue em virtude de qualquer ferimento que viesse a
ser acometido!
A última carga a ser ingressa no Flor do Mar
foi um lote de escravos constituído de jovens rapazes e moças malaios.
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Depois de zarpar a pequena frota foi
apanhada por uma violenta tempestade próximo à costa da ilha de Sumatra!Achou-se por bem lançar âncora na esperança
de resistir à tempestade e esperar que a mesma passasse! Mas não foi o
suficiente! Mesmo com âncoras lançadas o Flor do Mar foi lançado de
encontro aos arrecifes violentamente vindo a partir-se em dois!
A parte da popa ficou presa nos arrecifes.
Quanto a parte da proa, ficou a flutuar vindo a afundar em seguida.Foi improvisada as pressas uma jangada! Aqui
aparece o aspecto mais cruel desse naufrágio!
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Afonso Albuquerque permitiu apenas que
embarcassem europeus! Os pobres jovens malaios foram lançados ao mar
forçados por lanças! Tanto é, que a maioria dos europeus vieram a
sobreviver enquanto a maioria dos malaios morreu afogada!Lamentável essa atitude não? São aspectos do
ser humano que muitas vezes nos deixam bastante envergonhados!
O tempo passou e o naufrágio caiu no
esquecimento até o ano de 1991.
A companhia Indonésia PT Jayatama
Istikacipta informou que havia encontrado os restos do naufrágio do
Flor do Mar a cerca de 36,5 metros de profundidade sob o lodo, próximo
ao recife de Tengah, ao norte de Tanjong ou Ponta do Diamante, muito
mais ao norte do que é declarado em documentos da época! Mas isso é
perfeitamente compreensível em virtude das circunstâncias do naufrágio
como também pela insipiente capacidade de navegação da época!
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Bem! Aqui começa mais uma grande confusão e
jogo de interesses!
A firma alega que já gastou em torno de US$
20,000,000,00!
O valor dos possíveis achados poderá ficar
entre um bilhão de Dólares a oito bilhões de Dólares embora não se saiba
como se chegou a esse valor!
O governo da Malásia reclama para si o
tesouro baseado no fato de que tudo foi pilhado desse país! Por outro
lado, o governo da Indonésia reclama para si os direitos sobre os
achados por estarem em suas águas territoriais!
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Essa disputa vai longe embora até o momento
só tenha-se encontrado apenas moedas de estanho, facas e madeira!
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