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Em seguida, podia começar a luta corpo a corpo, na qual eram utilizadas armas como adagas, punhais, espadas, machados e maças. A proteção pessoal dos soldados limitava-se ao escudo e à armadura. Descendente direto das galeras gregas, essas poderosas embarcações dominaram os mares de sua época. Um grande esporão blindado, situado na linha de flutuação ou debaixo da água, era parte integrante da proa do barco. Constituía uma terrível arma ofensiva e provocava quase sempre o afundamento do barco inimigo. No entanto, se este último fosse fácil de manobrar e soubesse escolher o momento oportuno, bastava afastar-se para evitar ser atingido. |
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Durante
as primeiras guerras púnicas (264-242 a.C, e 218-202 a.C.), os cartagineses
utilizavam com freqüência a seguinte tática ofensiva: atacar com o esporão e
retroceder rapidamente. Para se defender com eficácia dessa prática, os
romanos desenvolveram uma técnica que impedia a fuga do barco agressor após o
ataque e facilitava a entrada da sua infantaria na galera inimiga. Para que os
cabos de abordagem na
extremidade dos quais se prendiam ganchos
pudessem ser facilmente cortados com uma faca, criou-se um diapositivo
conhecido por corvus (bico), que era ao mesmo tempo uma espécie de arpão e uma
plataforma de abordagem. Esse dispositivo era fixado verticalmente em um pequeno
mastro localizado junto à proa da galera e ligava-se à coberta por uma dobradiça
situada na base. Na parte inferior havia um pesado arpão de ferro que constituía
o corvus propriamente dito capaz de penetrar na coberta de um navio e se fixar
com firmeza suficiente para que a infantaria romana pudesse invadi-lo.
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As batalhas eram praticamente uma extensão das batalhas terrestres. |
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Dois
séculos depois, os técnicos do general romano Agripa aperfeiçoaram outro
sistema para "enganchar" um barco a distância: formado por uma grande
trave, com mais de 2 metros de comprimento, revestida de ferro para protegê-la
dos machados. Em cada ponta estava preso um grande anel; em cada um deles,
encaixava-se um gancho de ferro, e no outro, prendia-se um cabo grosso. O harpax
era laçado do por uma catapulta. Quando o seu gancho se prendia ao casco,
puxava-se o cabo com o auxilio de um cabrestante. Aos poucos, os barcos se
aproximavam permitindo a abordagem. Esse sistema funcionava perfeitamente exceto
quando um punhal, fixado à extremidade de uma longa vara, cortava o cabo do
navio. |
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OUTROS
TIPOS DE GALERA
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Embora fossem considerados instrumentos bélicos competentes, as triremes eram grandes, pesadas e difíceis de manobrar, perdendo em termos de agilidade e eficácia para embarcações menores. Isso ficou claro na Batalha de Ácio. quando os barcos de Marco Antônio foram vencidos pelas pequenas e ligeiras galeras de Agripa, comandante da frota de Augusto. Uma dessas embarcações menores era a bireme, uma galera com duas filas de remos: os maiores eram colocado em cima e os mais curtos embaixo, calculando-se um para cada fila ou seja, 36 remos de cada lado. |
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Além dos 108 remadores (havia dois para os remos maiores) a tripulação deveria
compreender 20 marinheiros e 80 soldados apenas, num total de mais de 200
pessoas. Alcançava a aproximadamente 4,5 nós de velocidade que se mantinha
durante duas horas, mas não chegava aos dois nós em percursos mais longos.
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A recuperação da popularidade da bireme foi uma consequência da transformação da trireme em quadrireme e pentareme. Embora o significado destes termos ainda seja discutido pêlos especialistas do assunto. Uma teoria defende que as galeras tinham um homem em cada remo e quatro ou cinco filas disposta umas sobre as outras. Isso poderia levar-nos a pensar que as setiremes e as octorremes tinham sete e oito filas de remos, ou seja, que os barcos eram pouco manobráveis. Outra teoria sustenta que os termos, quadrireme e pentareme se referiam ao número de remadores para cada série de três remos.