| DRAKKAR de
Gokstad |
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Graças ao fato de os vikings terem o hábito de sepultar os seus
chefes mais importantes com seus barcos, dispomos atualmente de
informações completas sobre o desenho e a estrutura das suas
embarcações o que não ocorre com outros barcos da mesma época.
Também devemos agradecer à sua tradição de falar sobre o cotidiano
de uma maneira poética, pois nas baladas épicas encontram-se
testemunhos históricos e pitorescos de grande importância.
O barco de Oseberg, encontrando em
1904, próximo de Tonsberg, na Noruega, é uma das mais antigas
embarcações funerárias até hoje descobertas (remonta a cerca de 800
d.C.).
É pouco provável que tenha sido uma unidade de guerra,
pois era muito pequena (21,5 metros de comprimento) para esse fim; na verdade,
tudo indica que essa embarcação com entalhes decorativos na proa e na
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popa era utilizada em atividades cerimoniais ou desportivas.O dracar de
Gokstad,
desenterrado em 1880 próximo ao local de mesmo nome, junto à cidade
norueguesa de Sandefjord, data de aproximadamente um século depois, mas
apresenta poucas diferenças de desenho e de execução: tal como o
anterior, foi todo feito de carvalho e o cadaste, a roda e a quilha
eram peças inteiriças. |
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Réplica do Drakkar de Godstad. |
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Darkkar foi encontrado com um bom estado
de conservação. |
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Com 23,3 metros de comprimento, apresenta 16 pranchas trincadas
fixadas às cavernas e unidas entre si por pregos de ferro. O casco
era impermeabilizado com uma calafetagem de resina e cabos
impregnados de alcatrão. Media apenas 82 cm de calado, o que
correspondia a um deslocamento inferior a 30 toneladas (menos da
metade de um barco romano com as mesmas dimensões).
O drakkar de Gokstad só possuía um mastro, que não foi encontrado
completo; mas acredita-se que alcançava 12 metros de altura e içava
uma vela redonda de pendão.
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Sabe-se que os drakkares mais recentes tinham um beitass, ou seja,
uma verga que servia para amarrar um punho da vela à popa,
permitindo que o barco avançasse contra o vento; mas aparentemente o
de Gokstad não estava equipado com um dispositivo desse tipo. Havia
16 orifícios em cada costado para os remos, que mediam 5,3 metros de
comprimento, o que significa que podiam ser acionados por um ou dois
remadores; não se sabe, porém, se eles se sentavam em bancos ou em
arcas. Doze anos depois da descoberta do drakkar de Gokstad, os
noruegueses construíram uma cópia dessa embarcação, que os levou até
Chicago para participar da Exposição Universal de 1893. O barco teve
um excelente desempenho no mar: realizou a travessia do Atlântico em
23 dias, atingindo 11 nós com o uso da vela. |
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Pelos poemas épicos sabe-se que os barcos funerários, apesar de
construídos com a mesma técnica, não eram drakkares (dragões) de
fato. As verdadeiras galeras desse tipo eram duas vezes mais
compridas (embora só tivessem 1 metro a mais de boca na área da
caverna mestra) e possuíam uma tripulação de mais de 200 homens,
muitos dos quais eram remadores. Entre os dracares mais famosos
estão o Ox, do rei Olaf Harraldson, e o Ormen
Lange, de Olal Tryggevesson, que, segundo a saga do rei Olaf, foi o
melhor de todos os barcos noruegueses. Construído de maneira
bastante econômica por um chefe carpinteiro chamado Torberg, o Ormen
Lange media 34 run de comprimento (rum é a distância entre dois vaus
4 coberta, espaço suficiente para um remador se sentar). Por
isso, devia ter 68 remos; se fosse necessário cada um deles poderia
ser acionado por dois, três oi até quatro remadores. Com uma
tripulação desse tamanho é possível que ultrapassasse 7 nós de
velocidade em trajetos curtos. |
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A saga também diz que barco media 74 eh uma unidade de medida
aparentemente muito variável; é bastante provável que. embarcação
tivesse um comprimento de 45 metros na linha 4
flutuação. Possivelmente, o barco tinha um calado de pouco mais de 1
metroe meio, inclusive com carga máxima: por isso, podia navegar
pequenos rios e semear terror em cidades e aldeias afastadas do mar
como Paris, repetidamente atacada pelos vikings. A contrário dos
drakkares de Goksta e de Oseberg, as galeras semelhantes ao Ormen
Lange provavelmente possuíam cobertas parciais na proa e na popa
O armamento viking de longo alcance compreendia flechas, dardo e
pedras para atirar, embora um as salto com essas armas fosse apenas
o prelúdio da batalha propriamente dita, que consistia da luta corpo
corpo. Nesse caso, um certo número de embarcações era interligada
com cabos para formar plataforma de combate.
Imagem do dracar
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